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Escrever uma autobiografia deve ser como ir a um psicólogo; claro, levando em consideração uma certa censura no que diz respeito a revelar coisas íntimas de sua vida para uma única pessoa ou para milhões, como num livro ou num blog na web. Digo “deve ser” por que nunca escrevi a história da minha vida apesar de já ter escrito sobre passagens curtas e também por que foi durante pouco tempo que relatei meus medos e ânsias àquela psicóloga alta com olhos especulativos. Ou seja, essa comparação me foi muito cabível.

Qual o porquê dessa indagação? Essa questão me veio por que dias atrás terminei de ler a autobiografia do Lobão, intitulada “50 anos a mil”.
Sempre vi o Lobão como um dos ícones do anos 80 no Brasil, do Rock e da rebeldia, como um cara muito esperto e inteligente, mas não tinha procurado saber alguma informação sobre ele. O livro me pareceu uma ótima oportunidade para isso e para conhecer sobre o cenário daquela época que tantos veneram. Livro de leitura viciante. Depois de iniciada não consegui mais parar até o fim do livro, salvo por questões profissionais minhas.
Fui confrontado com um despejo violento de uma vida. As palavras são como rompantes, descargas sem nenhuma uniformidade. Foi como se tudo estivesse acumulado ao longo desses anos e só agora foi posto em liberdade. É um choque pelo jeito que a informação é disposta: seca, objetiva e clara. Também é um choque pelos acontecimentos em si, pelo jeito que a sua pessoa foi formada, tanto nos aspectos bons quanto ruins, sendo ambos necessários para formar a pessoa do jeito que ela é hoje.

O livro também faz com que nós voltemos ao passado, ao nosso período de infância, para revisitar tudo o que passamos e, com a nossa idade e experiência atual, criarmos uma interpretação bem mais plausível daquilo que na época tínhamos como revoltante. Daí vem a comparação da qual falei no início do texto. Acho uma ótima idéia para nos conhecermos melhor e para aliviar o que temos guardado desde épocas antigas escrever nossa vida, nossa autobiografia; mesmo que ela fique ali guardada no canto do HD (quem é que escreve no papel ainda hoje? Também se pode guardar numa gaveta) e não mostremos a ninguém. Aquele texto em que nossa vida está registrada, com detalhes, livre de qualquer preconceito, tabus ou exigências de códigos de ética ou moral, será como um companheiro, um confidente, que nos deixará mais livres, mais leves, pra pensar em como vamos lidar com os problemas e as questões que iremos enfrentar ainda no futuro, que talvez servirão para um volume 2, quem sabe.

Com sede de mais autobiografias, começarei a ler outra em breve, indicada pelo próprio Lobão, a autobiografia do Eric Clapton, outro ícone do Rock.

Escrever uma autobiografia deve ser como ir a um psicólogo; claro, levando em consideração uma certa censura no que diz respeito a revelar coisas íntimas de sua vida para uma única pessoa ou para milhões, como num livro ou num blog na web. Digo “deve ser” por que nunca escrevi a história da minha vida apesar de já ter escrito sobre passagens curtas e também por que foi durante pouco tempo que relatei meus medos e ânsias àquela psicóloga alta com olhos especulativos. Ou seja, essa comparação me foi muito cabível.

Qual o porquê dessa indagação? Essa questão me veio por que dias atrás terminei de ler a autobiografia do Lobão, intitulada “50 anos a mil”.

Sempre vi o Lobão como um dos ícones do anos 80 no Brasil, do Rock e da rebeldia, como um cara muito esperto e inteligente, mas não tinha procurado saber alguma informação sobre ele. O livro me pareceu uma ótima oportunidade para isso e para conhecer sobre o cenário daquela época que tantos veneram. Livro de leitura viciante. Depois de iniciada não consegui mais parar até o fim do livro, salvo por questões profissionais minhas.

Fui confrontado com um despejo violento de uma vida. As palavras são como rompantes, descargas sem nenhuma uniformidade. Foi como se tudo estivesse acumulado ao longo desses anos e só agora foi posto em liberdade. É um choque pelo jeito que a informação é disposta: seca, objetiva e clara. Também é um choque pelos acontecimentos em si, pelo jeito que a sua pessoa foi formada, tanto nos aspectos bons quanto ruins, sendo ambos necessários para formar a pessoa do jeito que ela é hoje.

O livro também faz com que nós voltemos ao passado, ao nosso período de infância, para revisitar tudo o que passamos e, com a nossa idade e experiência atual, criarmos uma interpretação bem mais plausível daquilo que na época tínhamos como revoltante. Daí vem a comparação da qual falei no início do texto. Acho uma ótima idéia para nos conhecermos melhor e para aliviar o que temos guardado desde épocas antigas escrever nossa vida, nossa autobiografia; mesmo que ela fique ali guardada no canto do HD (quem é que escreve no papel ainda hoje? Também se pode guardar numa gaveta) e não mostremos a ninguém. Aquele texto em que nossa vida está registrada, com detalhes, livre de qualquer preconceito, tabus ou exigências de códigos de ética ou moral, será como um companheiro, um confidente, que nos deixará mais livres, mais leves, pra pensar em como vamos lidar com os problemas e as questões que iremos enfrentar ainda no futuro, que talvez servirão para um volume 2, quem sabe.

Com sede de mais autobiografias, começarei a ler outra em breve, indicada pelo próprio Lobão, a autobiografia do Eric Clapton, outro ícone do Rock.

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